Antes do Oscar 2019, você já viu estes filmes das edições passadas?

10 filmaços indicados nos últimos 10 anos pra rever, e algumas ligações com a premiação deste ano


O ano começa, as premiações começam, a correria pra conhecer os indicados começa… mas a lista às vezes vai deixando para trás obras tão legais quanto que acabam ficando longe da memória,

Então, antes dos indicados de 2019, por que não revisitar premiados das temporadas passadas? Aqui listamos dez filmões das dez edições passadas que podem até não ter ganho todos os prêmios devidos, mas que merecem uma reassistida.

A Forma da Água (2018)

  • Oscars: 4 (Melhor filme, direção, música e design de Produção)
  • Indicações: +9

Porque ainda merece ser visto: O primeiro da lista é o mais recente vencedor do prêmio. O filme de Guillermo Del Toro é um conto de fadas adulto, com uma encantadora mulher muda (Sally Hawkins), um ser anfíbio (com um desempenho elogiável de Doug Jones), com muitos efeitos práticos e um quê de nostalgia. Pra além da premiação, é um longa que merece ser visto e revisto.

Três Anúncios para um Crime (2018)

  • Oscars: 2 (Melhor atriz e melhor ator Coadjuvante)
  • Indicações: +4

Porque ainda merece ser visto: A saga de uma mãe que quer justiça nem que seja à sua maneira vale pela simplicidade que não é pobre, mas direta. Os dois Oscars foram extremamente merecidos, consagrando o misto de drama e comédia que caem nos personagens de Frances McDormand e Sam Rockwell (que, é indicado este ano novamente por “Vice”).

A grande Aposta (2016)

  • Oscars: 1 (Melhor roteiro)
  • Indicações: 4

Porque ainda merece ser visto: A última coisa que se espera de um filme que fala sobre bolsa de valores e crise imobiliária é que ele seja divertido. E “A Grande Aposta” faz isso com maestria. Mostrando quatro personagens separados (e algumas participações memoráveis), o filme conseguiu colocar o indicado (de novo) Adam McKay na rota dos diretores das premiações, misturando temas do cotidiano com alguma mensagem de fundo. Num filme quase cômico, ainda revelou um talento gigante do comediante Steve Carrell (“O Virgem de 40 anos”) para criar personagens de drama.

A Teoria de Tudo (2015)

  • Oscars: 1 (Melhor ator)
  • Indicações: 4

Porque ainda merece ser visto: Apresentou ao grande público a Eddie Redmayne (agora em “Animais Fantásticos e Onde Habitam”), e mostrou a história por trás da mente genial de Stephen Hawking, que não se prendeu à doença que o colocou em uma cadeira de rodas e viveu uma relação de confiança com sua esposa Jane. De quebra, deu visibilidade à atriz Felicity Jones, que já havia feito vários trabalhos na TV e depois de ‘Teoria” fez “Inferno” (2014) e Rogue One – Uma História Star Wars (2016).

Trapaça (2014)

  • Indicações: 10

Porque ainda merece ser visto: O filme que justifica o Oscar de Jennifer Lawrence mais que o filme que lhe deu prêmio de fato (ela levou um ano antes por “O Lado Bom da Vida”). Além disso, o elenco inteiro ajudou a compor uma trama divertida e que vai escalando nas intrigas e ambição, permitindo um desfecho ótimo á história. Não levou Oscar, mas concorreu meceridamente em 10 categorias, entre elas pra um cara que volta a concorrer este ano: Christian Bale (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) .

Gravidade (2014)

  • Oscars: 7 (Melhor fotografia, direção, edição, música, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais)
  • Indicações: 3

Porque ainda merece ser visto: “Gravidade” praticamente coloca a personagem de Sandra Bullock em seu dia de Ellen Ripley, da franquia “Alien”. É um filme de imagens lindas de Emmanuel Lubezki, e que traz no desespero da solidção espacial seu ponto forte. Não é triste como “Interestellar”, por exemplo, mas traz um suspense digno de ficção científica. Pra completar, é dirigido por Alfonso Cuarón, que volta este ano a concorrer por “Roma“.

Gravity (2013) Sandra Bullock

Argo (2013)

  • Oscars: 3 (Melhor filme, Roteiro Adaptado e Edição)
  • Indicações: 4

Porque ainda merece ser visto: Ben Affleck manda bem como diretor e roteirista, e transformou “Argo” num drama de roteiro tenso, mais até do que a própria história real o foi. O filme é uma história de resgate de prender a respiração, onde assistimos pensando até o fim: “Vai dar m….”. Destaque para Scoot McNairy,(“Era Uma Vez em Hollywood”), que faz um dos sequestrados que sempre parece que vai entregar o jogo.

O Artista (2012)

  • Oscars: 5 (Melhor filme, ator, diretor, figurino e música)
  • Indicações: 5

Porque ainda merece ser visto: Embora todo feito pra ser um “filme de Oscar“, o longa é uma experiência. Em pleno ano 2012, “O Artista” foi a consagração de seu diretor, Michel Hazanavicius, e conquistador de uma façanha: É o único filme mudo da história a ganhar como melhor filme, ao lado de “Asas” (1929). Pra além da pecha de clássico, é uma história cativante que diverte quem aassiste e traz para os tempos atuais um costume que a maioria de nós não teve.

Cisne Negro (2011)

  • Oscar: 1 (Melhor atriz)
  • Indicações: 4

Porque ainda merece ser visto: Porque é desesperador. Darren Aronofski dirigiu um filme sob obsessão em níveis monstruosos, que vai subindo a agonia com a personagem de Natalie Portman. O filme foi uma experiência tão intensa que a própria Natalie depois assumiu que precisava fazer alguma coisa mais good-vibe pra passar o trauma, e caiu em “Thor 1 e 2”, da Marvel.

Bastardos Inglórios (2010)

  • Oscars: 1 (Melhor ator)
  • Indicações: +7

Porque ainda merece ser visto: O diretor Quentin Tarantino tem uma legião de fãs, e “Bastardos Inglórios” tem seus particulares. O filme faz uma catarse coletiva ao mostrar um grupo de soldados cujo objetivo único é escalpelar e matar nazistas. Fora o roteiro (que concorreu ao prêmio mas perdeu para “Guerra ao Terror”), ainda temos a atuação sensacional de Christoph Waltz como o Cel Hanz Landa, um infame líder das tropas alemãs, de sagacidade gigante e diálogos que só um filme do próprio Tarantino permitiria.

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