O Rei do Show – Musical traz visão rasa sobre a origem do show business

O Rei do Show  (The Greatest Showman), dirigido por Michael Gracey, é um musical que traz boas expectativas para os fãs do gênero. A produção musical do longa foi feita pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, vencedores do Oscar de melhor trilha sonora por “La La Land”. Afinal, será que o filme cumpre o que promete? Confiram nossa crítica!

Veja o trailer aqui

Trilha sonora é a melhor parte de “O Rei do Show”

O filme é baseado em uma história real e nos mostra a vida de P.T Barnum (Hugh Jackman), um famoso empresário do século XIX que ficou conhecido como o criador do show business. Depois de passar por uma infância muito pobre, ele consegue arrumar um emprego humilde e se casa com sua paixão de infância, Charity (Michelle Williams).

 

Após perder o emprego, ele pede um empréstimo ao banco e cria um show em que as estrelas principais são pessoas consideradas “aberrações” pela sociedade: a mulher barbada, um anão, albinos, um homem obeso, entre outros. Apesar do sucesso do espetáculo, muitas pessoas criticam o show, e, a partir daí, se desenrolam vários acontecimentos.

Vamos começar falando sobre a trilha sonora, que é a melhor parte do filme. As letras são lindas e interpretadas muito bem pelos atores. Hugh Jackman mostra mais uma vez sua versatilidade e voz incrível. Já os fãs de High School Music vão poder matar a saudade das performances de Zac Efron, que, definitivamente, nasceu para os musicais.

As letras falam basicamente sobre amor, superação e exaltam a diversidade, e é aí que o filme derrapa um pouco.

 

Uma história que poderia ser contada de outra forma

Basta uma rápida pesquisa no Google para descobrir que P.T. Barnum foi uma figura bastante controversa na vida real, bem longe da visão romantizada que o filme passa. Ele mentia sobre as atrações de seu show com o objetivo de chamar a atenção e atrair o público. Um dos casos mais famosos foi quando ele exibiu uma escrava de 161 anos, alegando que ela era a mulher mais velha do mundo, o que depois foi comprovado que era mentira.

O que é mostrado no filme como a “valorização da diversidade” pode ser considerado a exploração de pessoas com condições físicas diferentes, que eram exibidas para o divertimento do público e lucro do empresário.

É claro que, apesar de suas atitudes duvidosas, P.T Barnum é um dos responsáveis pelo o que conhecemos como entretenimento e merece esse reconhecimento, mas a forma como sua história é contada no filme chega a ser superficial. Um outro gênero poderia explorar melhor a origem do show business, trazendo uma visão mais verdadeira e interessante.

Mesmo com essa falha, como um musical, o filme traz o pacote completo: boa trilha sonora, coreografias fortes, figurinos impecáveis e a sensação de leveza ao sair do cinema. Para os fãs do gênero, é uma boa escolha para encerrar o ano.

 

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