O Assassinato no Expresso do Oriente – Clássico da literatura ganha nova versão cinematográfica com elenco de peso


O livro “O Assassinato no Expresso do Oriente”, lançado em 1934, é uma das obras mais famosas da escritora Agatha Christie – que dispensa apresentações.

A primeira adaptação para o cinema foi feita em 1974, com direção de Sidney Lumet. A atriz Ingrid Bergman ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante ao interpretar a personagem Greta Ohlsson. Além disso, o livro também foi adaptado para dois filmes exibidos na TV, em 2001 e 2010.

Que os romances policias de Agatha Christie são espetaculares, a gente já sabe, mas o que esperar dessa nova adaptação para o cinema? Confira nossa crítica!

Veja o trailer aqui

Fotografia e elenco de peso dão brilho à história de Agatha Christie

O filme lançado esse ano é dirigido e protagonizado por Kenneth Branagh (Harry Potter e a Câmara Secreta), que interpreta o famoso detetive Hercule Poirot. A história se passa no Expresso do Oriente, um luxuoso trem que percorre algumas cidades da Europa e transporta Poirot em uma viagem com destino a Londres.

Em certa manhã, acontece um acidente com o trem por conta de um desabamento de neve. Os passageiros são acordados com o susto e logo se reúnem no restaurante do vagão, exceto um, que é encontrado morto em seu quarto. A partir daí, Poirot passa a investigar os 13 suspeitos do crime.

O que logo chama a atenção é a fotografia do filme. As imagens onde o ambiente em volta do trem é mostrado, com várias montanhas cobertas de neve, fazem um lindo contraste com as cores fortes do vagão e do figurino. Aliás, a caracterização dos personagens também é ótima, com destaque para o bigodão do Poirot.

Outro ponto que deve ser exaltado é que não é todo dia que assistimos um filme com um elenco tão forte. Johnny Depp, Daisy Ridley, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Josh Gad, entre outros nomes, entregam atuações excelentes, dignas da importância da história.

A cena que aparece no trailer em que os suspeitos, um por um, reagem à notícia do assassinato, já é de encher os olhos e coração de quem é fã de cinema. Perto do final existe um momento que também causa o mesmo impacto, e que foi inspirado no famoso quadro “A última ceia”, de Da Vinci.

Quem não leu o livro (assim como eu) vai ter uma experiência de ser surpreendido o todo tempo pelo desdobramento da história. E se for pra citar um ponto negativo, acredito que muitas partes da investigação tiveram que ser resumidas por conta da duração do filme, o que trouxe a sensação de tudo ter acontecido muito rápido. Mas de forma alguma isso tirou o brilho do longa, afinal, não deve ser nada fácil resumir uma obra com tantos detalhes em 2h11m.

O Assassinato no Expresso do Oriente teve como missão usar os recursos atuais do cinema para contar novamente um dos maiores clássicos da literatura. Com uma ótima história e um elenco de peso, as chances de erro eram mínimas e, de fato, o que foi entregue é um dos melhores filmes de 2017.

 

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