Aviso – O texto pode conter spoilers do filme

Sempre ouvimos que os contos dos Irmãos Grimm tem uma faceta mais obscura e perversa, já vimos alguns livros e releituras com essas versões. Recentemente tivemos o filme Maria e João – O Conto da Bruxa que promete mostrar essa história por um lado mais aterrorizante do conto original. 

No filme vemos Maria (Shopia Lillis) e João (Sammy Leakey) que são obrigados pela mãe a sair de casa e buscar uma nova vida com o povo que vive na floresta. Mas, ao caminhar por lá acabam sendo levados até a casa de uma senhora que logo se mostra uma bruxa e que tem planos perversos para as duas crianças. 

A história não parece ser tão diferente da original, mas conta com um elemento interessantíssimo, o fato da Maria ser uma jovem bruxa com poderes que começaram a se desenvolver mais durante a sua estadia na casa da Bruxa. Por conta disso o filme para mim representa o desenvolvimento pessoal e dos poderes dos personagens. Em diversos momentos do filme vemos como Maria progride, tanto na sua individualidade formando sua personalidade, quanto nos desenvolvimento dos seus poderes como bruxa. Talvez por isso para alguns o filme teve semelhanças e fez com que muitos relembrassem do filme de Robert Eggers, A Bruxa

Vemos também durante o filme o crescimento e o desenvolvimento do personagem de João, onde vemos desde o início do filme a formação das habilidades com o machado, representando o ofício que ele pretende seguir durante sua vida. 

Por tudo isso a minha visão do filme foi de que ele representa uma jornada de crescimento pessoal e das vocações dos personagens, mostrando como ambos evoluíram desde o início do filme até o final dos acontecimentos da história.

A história do filme é consistente e não apresenta muitas falhas, consegue te convencer e utiliza bem dos mecanismos do cinema de horror para te assustar e causar repulsa como um bom filme do gênero. Além disso, a motivação da Bruxa faz sentido dentro do enredo e amarra tudo que foi apresentado pelo filme. No geral o filme é bom e merece ser visto.

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