Cinetop TOP’s: 10 “Causos” de Oscar


Fatos, curiosidades e “porquês” da premiação mais comentada do cinema

Em anos de premiação, o Oscar já rendeu fatos e “causos”, além de números bem peculiares à premiação. Como “esquenta” para a próxima edição da cerimônia, listamos aqui 10 situações que ocorreram em tantas décadas de festa.

 

 

1. Gato e Rato contra Coelho

Tom & Jerry e Pernalonga geraram uma briga entre estúdios.

Em 1946, a MGM lançou “The Cat Concerto”, onde o rato Jerry atrapalha Tom durante uma apresentação de piano. Quase na mesma época, a Warner lançou “Rhapsody Rabbit”, um  “Merry Melodie” com Pernalonga com a mesma temática e a mesma canção. Por conta disso, os estúdios se alfinetaram com acusações de plágio, e a briga foi até Oscar de 1947, quando ambas as animações concorreram. Tom & Jerry venceram o prêmio daquele ano.

A culpa da briga foi atribuída posteriormente à Technicolor, que foi acusada de enviar o trabalho de um lado para o outro “por descuido ou por malícia”.

Pernalonga ou Tom & Jerry:  Quem copiou quem?

 

 

2. Índio quer apito, mas não quer prêmio

Marlon Brando foi escolhido melhor ator em 1973 por seu papel em “O Poderoso Chefão”, mas recusou a estatueta. Em seu lugar, enviou uma representante dos povos indígenas dos Estados Unidos, com um discurso sobre a discriminação e tratamento pelo governo americano e Hollywood.

 

 

 

 

3. Brasil-sil-sil no Oscar

Leonardo Villar e Glória Menezes (SIM! É ela)

Leonardo Villar e Glória Menezes (SIM! É ela)

“O Pagador de Promessas”, com Leonardo Villar e Glória Menezes foi o primeiro filme Brasileiro a concorrer a um Oscar de Melhor filme estrangeiro, em 1963.

O filme conta a história do homem que que tenta cumprir uma promessa feita num terreiro de candomblé dentro de uma igreja, e depois virou uma minissérie com José Mayer. Ganhou prêmios internacionais, incluindo Cannes, mas perdeu o Oscar para o francês “Sempre aos Domingos” (Sundays and Cybelle). O protagonista dele, Hardy Krüger, viria a trabalhar anos depois com Stanley Kubrick.

 

 

 

 

 

 

4. Troca que deu certo

Durante as gravações de “O Beijo da Mulher Aranha” (1985), Willian Hurt e Raul Julia tiveram problemas para encontrar a química necessária para as cenas de seus personagens – Valentín, um homossexual sonhador,  e Molina, um preso político.

Hurt sugeriu que trocassem de papéis: Ele passaria a interpretar Valentín e Julia seria Molina. A troca deu certo, e ajudou os dois a se entenderem em seus papéis, mas não foi definitiva porque o diretor (Hector Babenco, que fez depois “Carandiru”) não autorizou. Mesmo assim, serviu para o ambiente do filme, que foi indicado a quatro prêmios em 1986 e consagrou William Hurt como melhor ator.

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Raul Julia e Willian Hurt em “O Beijo da Mulher Aranha”. Construção do personagem flui após troca.

 

 

5. Dias sim, dias não….

Meryl Streep é DE LONGE  a atriz que mais cruzou o tapete vermelho. Já contando com a edição 2015 por “Caminhos da Floresta”, são 19 indicações ao Oscar para ela, que foi premiada em três situações (Melhor Atriz Coadjuvante em 1980 e 1983 e Melhor Atriz em 2012). Para se ter uma idéia do poderio de Meryl, desde 1979 ela jamais passa mais de cinco anos sem ser indicada, e só perde para Katherine Hepburn quando se fala na Academia de cinema dos EUA.

Segundo o Internet Movie Database, se somarmos todas as indicações da atriz nas premiações da indústria cinematográfica mundo afora, Meryl concorreu a 240 prêmios e levou pra casa 165 deles.

[Update 2017]: 

  1. Agora ela soma 20 indicações ao Oscar
  2. Agora ela possui 338 indicações à prêmios e 166 troféus em casa 

Entre os homens, Jack Nicholson é um dos nomes mais citados na festa, com três prêmios em 12 indicações… ENTRE OS ATORES…

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Quer ganhar um prêmio? Pergunte pra eles como.

 

 

 

6. Ele não sabia brincar…

Walt Disney devia ter um quarto só para quardar os Óscares que ganhou em vida: Ele recebeu 22 (VINTE E DOIS!!!) prêmios da Academia. Só em 1954, ele levou quatro de uma vez, cada um por uma animação diferente.

Um dos prêmios recebidos veio sob-medida: Em 1938 “Branca de Neve e os Sete Anões” levou a Academia a lhe presentear com uma estatueta em tamanho normal e sete menores.

Disney também foi um arroz-de-festa sensacional: Conseguiu ser indicado 21 vezes seguidas, entre 1942 e 1963.

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Disney recebeu o prêmio feito pra ele das mãos da Maisa original atriz-mirim Shirley Temple. (Clique na imagem para ver um vídeo)

 

 

7. Corra Lola, Corra

Um dos protocolos da cerimônia diz que os discursos dos vencedores não podem durar mais do que 45 segundos; O motivo é a necessidade de fazer o evento rigorosamente dentro do tempo estimado.

(Em 1942, a atriz Greer Garson falou uma hora sem parar).

Para avisar os entusiasmados de maneira engraçadinha, em 2013, todos que ultrapassavam o tempo limite começavam a ouvir o tema do filme “Tubarão”. A equipe de “As Aventuras de Pi” (2013) foi uma das devoradas :p .

(A diversão começa em 2:30)

 

8. Figurinha repetida …

O Poderoso Chefão: Parte 2″ (1974) é a única seqüência de um filme que também recebeu um  Oscar de Melhor filme. Em mais de oitenta anos de premiação, nenhuma outra continuação conseguiu ser eleito assim como seu predecessor.

Ou era o prêmio ou uma cabeça de cavalo…

 

 

9. SEM CAPA!

Lembra de Edna Moda, a estilista ranzinza de “Os Incríveis”, da Pixar? Ela apresentou o prêmio de Melhor Figurino na cerimônia de 2005 ao lado de Pierce Brosnan (o 007 dos anos 90).

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10. … E morreu

Dois atores receberam prêmios póstumos pela academia: Heath Ledger pelo Coringa de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e Peter Finch, vivendo o jornalista Howard Beale em “Rede de Intrigas” (1976). Nos dois casos – guardadas as devidas proporções – seus personagens ‘brincavam’ com a morte (tá, o Coringa brinca um pouco mais que o necessário).

Ambos atores viveram na Austrália. Ambos morreram um mês antes da entrega do prêmio.

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Beale, à esquerda em “Rede de Intrigas” e Ledger em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”

 

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