Vimos “Minha Mãe é Uma Peça 2”


Tentando repetir o sucesso de seu antecessor,  Paulo Gustavo traz a continuação da comédia – Veja o que esperar

 

Três anos depois de quebrar o ditado “mãe é tudo igual”, o cinema recebe a continuação de “Minha mãe é uma Peça – O Filme”, sucesso de bilheteria nacional que volta em 2016 . A empolgação  para essa nova produção ocorreu  desde o seu anúncio, e agora entrega novas artes de Dona Herminia, vivida por Paulo Gustavo  (também de “Vai que Cola”).

Veja o trailer aqui

 

Desta vez, encontramos uma Hermínia bem-sucedida que apresenta um programa de TV, mas que terá que lidar fora das telas com os filhos Juliano Marcelina deixando a casa (Rodrigo Pandolfo, de “Elis” e Mariana Xavier, da novela “I Love Paraisópolis”). Em meio à mudança que a saída dos filhos traz, Dona Hermínia ainda terá que lidar com o retorno das irmãs (Alexandra Richter, de “Muita Calma Nessa Hora”Patrycia Travassos, de“Lua de Cristal”).

 

Embora o trailer venda a idéia da síndrome do ninho vazio, o filme mostra várias facetas da protagonista: A de mãe lidando com a mudança dos filhos é sim a principal, mas também temos a relação reatada com as irmãs, a de cuidadora de sua tia (Suely Franco – “Eu fico Loko”), a função de avó (filho de Garib – Bruno Bebianno), sua relação com o ex-marido (com Herson Capri) e, por fim, de dona de casa. O filme tenta ligar cada uma delas à um pedaço de Dona Hermínia, mais com cara de seriado com cortes rápidos do que necessariamente de longa-metragem, que as levam às mais diversas situações, como baladas com os filhos e viagens à São Paulo.

Facilmente, “Minha Mãe é Uma Peça 2” poderia se chamar “Todas as Mães São uma Peça” . Se no primeiro filme, temos Dona Hermínia como uma mãe mais tresloucada que qualquer outra, neste vemos uma protagonista que põe todos os clichês e ditados de mãe na mesa. Quem assiste o filme quase poderá se identificar com as coisas de mãe que estamos habituados na vida. Longe de ser um problema, já que antes do espectador pensar já aconteceu comigo, o jeito insano da personagem passa pelas situações, sempre rápida e  desbocada, mas também orgulhosa de seus filhos quando vencem na vida.

Contra o filme, apenas a edição, que por exemplo abusa da graça que é Dona Hermínia distorcendo o que acabou de dizer. Fora isso, o humor que Paulo Gustavo apresenta e a sua interação com os personagens e situações continuam cativando os espectadores e mantém o nível do primeiro filme, que arrastou mais de 4 milhões de pessoas ao cinema em 2013 e deve agradar tantos mais desta vez.

 

 

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